Os diferentes tipos de fome


Quem já não teve vontade de comer chocolate, pizza ou um hambúrguer com batatas fritas quando vê o anúncio pela tv? Você e entrar numa ou pastelaria para comprar um croissant, quando percebem o cheiro do puff feito? Este tipo de comportamento, pode-se dizer que corresponde a fome entendida como uma necessidade básica ou é mais apetite ou apetite por algum alimento concretamente? Podemos contar as vezes que, ao longo do dia pensamos em comida? Embora pareça óbvio, muitas vezes comemos sem pensar, como se se tratasse de um ato reflexo e sem ter consciência do momento. Para evitar este tipo de comportamento e suas conseqüências, neste post vamos ver os sete tipos de fome que, em geral, podem condicionarnos. A autora do livro 'Mindful Eating: A guide to Rediscovering a Healthy and Joyful Relationship with Food' (Comer Consciente: Um guia para a redescoberta de uma relação saudável e alegre com os alimentos), Jan Chozen, ela foi lançada, classifica 7 tipos de fome ajudando a tirar as diferentes comportamentos alimentares que muitas vezes nos sentimos identificados, de forma habitual ou em momentos específicos de nossas vidas. Tendo em conta que "Somos o que comemos" e que nossa dieta afeta muito a nossa saúde, é muito interessante reconhecer e refletir sobre o tipo de comportamento alimentar com o que cada um de nós se sente representado. Comer pelos olhos. É o tipo de fome que nos faz comer até quando estamos totalmente satisfeitos ao ver a imagem de um tipo específico de alimento na mídia –cartazes, cardápios de restaurantes, anúncios de tv, jornais, blogs, etc., Normalmente, os alimentos são submetidos a "sessões de maquiagem" para torná-los mais atraentes, jogando com a apresentação do prato, exaltando a sua textura, acentuando a sua cor natural, entre outras particularidades. A vista é tão potente como sentido, que pode até fazer desaparecer a sensação de saciedade. O perigo de ver essas imagens é que podem nos levar a comer alimentos que o nosso corpo realmente não precisa. Por isso, devemos ter em conta que, quando vemos imagens de comida, os processos físicos que controlam a nossa percepção do apetite são estimulados involuntariamente e que inclusive podem anular todos os outros sinais de saciedade. Fome que aparece ao sentir o cheiro de algum tipo de alimento. Diariamente, abrimo-nos aos aromas de alimentos que nos sequência irresistíveis, como por exemplo o cheiro do pão acabado de fazer, ou os croissants acabados de fazer. Por isso, antes de precipitarte e comer sem pensar esses alimentos tão deliciosos, os especialistas concordam sobre a importância de tomar consciência da situação: você tem que parar antes e pensar se realmente estamos tendo fome e quantas horas se passaram desde a última vez que comemos, e quanto tempo resta para a próxima refeição. Vários estudos clínicos centram-se em reconhecer a capacidade que tem de saciar o sentido do olfato. Desde o Research Center of the Institut Paul Bocuse parte-se da hipótese de que o cheiro que emana de um alimento que se ingere no início de uma refeição diminui ou suaviza o sabor de um alimento com o mesmo aroma que se ingere no final. Este tipo de fome, bem analisado e conhecido, pode ajudar a modular certas condutas alimentares e favorecer o controle da saciedade. "Fome de boca", A autora do livro descreve-o como "o tipo de fome que sentem as pessoas que têm a contínua necessidade de testar novos sabores e texturas". Uma forma de mitigar este tipo de fome é preparar pratos que contenham diferentes texturas: cenouras cruas e frescas, batatas quentes e cremosos, pão crocante..., mastigar cada bocado entre 15 e 20 vezes, e concentrar-se nas sensações da boca e os movimentos da língua. Também pode ser curioso experimentar com a textura e o sabor de alimentos menos comuns, como as amoras, abacate, maracujá, os lichias ou nêsperas, entre outros. "Eu tenho ataques de fome" é uma frase que descreve este tipo de fome, que nos leva a comer mais e de uma maneira descontrolada. Neste tipo de situação, é imprescindível dar diretrizes e ensinar técnicas de controle da ingestão para distinguir e não confundir a sensação de ansiedade com a fome. Será que eu realmente estou com fome ou, na verdade, é o apetite por algum sabor ou por algum alimento em específico? Tenho vontade de comer sempre à mesma hora, ou de forma esporádica? Se, pelo contrário, que nosso estômago está nos pedindo algum alimento específico, o médico sugere analisar a si mesmo e reconhecer as emoções que estamos tendo a cada momento. O stress? Você nervos? O tremor? O cansaço mental? O alegria? O Euforia? É muito possível que o corpo não esteja precisou tanto de comida, mas sim precisar de descansar. Realizar exercícios de alongamentos, respirações profundas, beber água, ir para a rua por alguns minutos para respirar ar fresco podem nos ajudar a identificar a origem do apetite. Tomar uma xícara de chá ou comer de forma pausada uma fruta ou umas panquecas de cereais podem ser propostas saudáveis, muito mais leves (e digestivas) que apressar a tablete de chocolate, o saco de batatas fritas ou de frutos secos. "Fome celular". Este tipo de fome tem relação com nosso sentido de sobrevivência e está em nosso organismo o desejar alimentos específicos, porque o nosso corpo necessita desse tipo de nutrientes e não outros. O organismo pede para funcionar de forma óptima, embora a maioria de nós perdemos a capacidade de ouvir o que está nos pedindo, já que, de forma popular, este tipo de comportamento é conhecido como "desejos". "Fome de mente ou pensamentos". São pessoas que vivem obcecados por controlar o que comem, quando comem. Mas também o são as pessoas condicionadas pelos resultados dos últimos estudos científicos (louvor ou exaltação de algum tipo de alimento aos que se associam propriedades muito saudáveis ou algum tipo de dieta que oferece resultados muito bons para perder peso), embora não tenha o consenso da comunidade científica, ou seja, produto do marketing alimentar do momento. A doutora, ela foi lançada adverte que quando comemos de acordo com os pensamentos, a nossa dieta baseia-se geralmente na preocupação"e isso às vezes pode nos levar a comer demais, sem justificação, ou, ao contrário, a realizar dietas rigorosas sem fundamento dietético ou médico, uma dieta muito limitada e monótona que não perdura no tempo, pois prejudica a saúde física e o equilíbrio mental. O poder da mente é enorme e é responsável, em grande medida, de nossa conduta alimentar. "A fome do coração". Isso ocorre com as pessoas que querem esconder seus sentimentos com comida. Quando sentir um vazio sentimental, procuram no alimento ou na comida uma forma de preencher esse vazio, que se lembre dos momentos felizes vividos e, de uma forma indireta, ao saborearlo, um se sente bem, reconfortado. Segundo a autora, as relações "mais desequilibradas, com a comida acontecem por não atender aos sentimentos". O psicólogo clínico Estêvão Cañamares, especialista em temas de comportamentos alimentares, conta em seu livro 'Por que não consigo emagrecer?' o importante é lembrar que "comer é um prazer, e como tal pode exagerarse para compensar insatisfacciones em outras áreas da vida". Por isso, é imprescindível preencher os corações de várias maneiras, tal como propõem os especialistas: atender os amigos, chamar um ser querido, cuidar de um animal de estimação, fazer um presente, ouvir música, passear, desfrutar da natureza, agradecer o que se tem...