Estatísticas de matrícula escolar no Brasil vão te mostrar qual é a qualidade do ensino básico ao superior no país


A educação formal no Brasil está organizada em básica (0 a 17 anos) e superior. A primeira é integrada por ensino infantil (0-5 anos), a fundamental (6-14 anos) e a média (15-17 anos) e, desde 2009, é obrigatória a partir dos 4 aos 17 anos. Na educação básica predomina a escola pública (83.5%), que é gratuito. 

O 81.69% das crianças de 4 a 5 anos cursam a educação infantil; 92.4% dos que têm entre 6 e 14 anos estão na fundamental e 52.5% de os jovens de 15 a 17 anos estudam na escola média, tudo graças a alguns programas de inclusão que ajudaram a diminuir as taxas de evasão escolar e facilitar o acesso a matrícula escolar. Desde a implementação do sistema de matrícula digital é possível pelos próprios alunos e/ou responsáveis realizar a matrícula duque de caxias, no Rio de Janeiro, por exemplo, onde até então se tinha um problema constante com a falta de vagas e o congestionamento das unidades da secretaria da educação em período de matrículas abertas. O mesmo processo está abeto também para 2020. 


Quanto se gasta na educação no Brasil?

O gasto público em educação é de 5.2% do PIB (Produto Interno Bruto), porcentagem próprio de países desenvolvidos, que já têm seus sistemas em funcionamento há muito tempo, e sua população é estável ou em declínio. No caso brasileiro, esse percentual é insuficiente para um sistema ainda em expansão, que só em 2009 ele estendeu a obrigatoriedade da educação média e cuja população é predominantemente jovem, com uma idade média de 29 anos (IBGE, 2010). Recentemente, foi aprovado um Plano Nacional de Educação que pretende gastar progressivamente 7% do PIB até 2019 e 10% até 2024. A seguir, algumas considerações sobre a educação superior no Brasil. 

Estatísticas do Ensino Superior 

A educação superior brasileira apresenta uma situação diferente do resto da América do Sul e, em princípio, porque a universidade não foi uma as instituições importadas pelo império português na Colônia, como foi nos países conquistados por Portugal.

No século XIX, criaram-se carreiras superiores profissionais, mas a a primeira universidade foi fundada recentemente em 1920.4 O lento desenvolvimento de a educação superior não é uma exceção, já que a universalização da primária atingiu o país na década de 1990. 

Durante o século XX, ocorreram várias transformações na educação superior brasileira. Atualmente, distinguem-se dois níveis que concedem títulos: o grau, cuja duração é de quatro ou cinco anos, o qual concede grau de bacharel, licenciado ou tecnólogo,e pós-graduação, que dispõe de título de mestrado ou de doutorado. Também, como em outros países, tornaram-se mais diversificados os tipos de instituições: existem universidades, institutos federais de educação, ciência e tecnologia, centros universitários e faculdades –esta última categoria inclui as faculdades isoladas, escolas e institutos e algumas delas são faculdades de tecnologia. 

As universidades são consideradas de melhor qualidade, em parte porque devem realizar atividades de pesquisa e possuem professores com formação de pós-graduação e em tempo integral. As instituições de tipo faculdade –dedicadas ao ensino e que não têm certas exigências regulatórias (investigação, título de pós-graduação de seus professores e tempo integral)– são as que predominam: há 2 mil 44 de um total de 2 mil 416 instituições de ensino superior (Fies). De todas elas, 2 mil, 112 são privadas. Há 193 universidades, das quais 108 são públicas e 85 privadas. Existem 7 milhões de 58 84 mil estudantes em cursos de graduação, dos quais 5 milhões de 140 mil 312 estão em instituições privadas. Apesar de 

A partir de 1997, as instituições podem ser públicas (que são gratuitas) ou privadas. Uma parte destas últimas não são lucrativas, mas predominam as leis privadas com tais fins, enquanto que, como mencionado anteriormente, a básica prevalece o financiamento público. Um paradoxo assola a educação brasileira: a superior pública é considerada de melhor qualidade, enquanto que acontece o contrário no ensino básico, de acordo com os resultados dos diferentes sistemas de avaliação de larga escala em vigor no país. Isto faz com que os alunos pertencentes a setores de renda mais elevada e que estudaram em escolas privadas sejam os que ocupam muitas das vagas nas universidades, principalmente nos cursos mais disputados, e é que o ingresso nas instituições públicas pressupõe a aprovação de exames de seleção muito competitivos, chamados vestibulares, nos quais a qualidade da educação básica recebida tem uma grande importância