Articulações muito frouxas. É um problema?


Todos nós conhecemos pessoas que são mais "elásticas", mas teria que saber diferenciar entre três conceitos associados e, às vezes, confundidos entre si: Existe uma relação entre todas essas faculdades. Assim, a maior flexibilidade em uma pessoa, maior é a sua amplitude de movimento nas diferentes articulações dentro da mobilidade permitida em cada articulação. Se, além disso, essa pessoa é elástica, será capaz de voltar para a posição inicial de forma mais rápida e com menos problemas. Quando falamos de "hipermobilidade articular", nos referimos ao aumento exagerado da mobilidade das articulações, sendo algo mais comum em mulheres que em homens, e estimando-se em um 5-15% da população. A causa dos "síndromes de hipermobilidade" não é bem conhecida, ainda que se encontraram anomalias de origem genética nas fibras de colágeno e outras proteínas que formam o tecido conjuntivo, que é o encarregado de fornecer resistência e força a diferentes estruturas como ligamentos, tendões, músculos, cartilagem, vasos sanguíneos ou da pele. A alteração destas proteínas faz com que essas estruturas sejam mais elásticos do que o normal, mas também mais frágeis, produzindo lesões com mais facilidade depois de traumatismos relativamente pouco intensos. Se obtêm-se mais de 4 pontos nos seguintes testes, aceita-se que existe hipermobilidade articular, sendo mais acentuada, obviamente, quanto mais pontos forem obtidos. Os sintomas que produz podem ser dos mais variados, mas os mais frequentes são a dor nos músculos e articulações, principalmente afetando os membros inferiores. O seu aparecimento está relacionado com a frequência com que as sobrecargas repetidas sobre alguma articulação. Em algumas ocasiões, inclusive, chegam a produzir derrames articulares, especialmente nos joelhos. Às vezes, também se podem ouvir "cliques" que não têm importância, mas que são intrigantes e surpreendentes para quem os percebe (os cliques vêm de liberação de ar intraarticular). Certas doenças dos tecidos moles, tais como tendinite, capsulitis, etc., podem apresentar-se com maior freqüência, como entorses de tornozelo, torcicolo, luxações articulares (especialmente no ombro), dores lombares, escoliose ou desvios de coluna. Especialmente preocupante dentro do mundo do esporte é que se têm publicado estudos que associam a hipermobilidade ligamentosa de joelho a uma maior predisposição para sofrer de artrose da mesma, e tendo em conta que o joelho é a articulação mais frequentemente lesado no âmbito desportivo, é necessário tomar medidas para evitar ou retardar a artrose. Tudo isso, agravado pela falta de exercício, excesso de sedentarismo (obesidade), e altos níveis de estresse, de um modo geral, e até mesmo a mudança de clima pode afetar de forma mais específica. É aconselhada a evitar a sobrecarga das articulações, já que pode agravar os sintomas. No entanto, embora isso possa que, por isso, a realização de exercícios de força com pesos estaria descartada, foi demonstrado que é possível melhorar os sintomas sempre e quando se realizarem os movimentos dentro do ROM ideal. Portanto, essa sobrecarga articular deve ser obtida evitando riscos desnecessários na hora de praticar esportes de contato como judo, karaté, pólo aquático, futebol ou basquete (aconselhável, se pratique, o uso de protetores de articulações hiperlaxas de cada sujeito) ou de alto impacto articular, como a corrida, podendo ser substituído por bicicleta ou natação, entre outros. Colocando um exemplo conhecido dentro dos exercícios com pesos, recorramos à realização de press militar sentado com halteres. Neste exercício, a posição do máximo alongamento deve ser alcançados quando os halteres tocam a porção anterior do deltóide, e a de máxima contração, no momento em que o cotovelo fica esticado por completo (braço e antebraço on-line). Uma pessoa com hipermobilidade poderia alcançar tanto uma como outra posição além do ROM estabelecido para este movimento, mas seria, então, quando apareceram os problemas. Se você se limita a fazer o exercício de acordo com a imagem anterior, o fortalecimento muscular e dos tecidos moles será benéfico (aplicável a qualquer outro exercício, mas com especial cuidado ao fazer agachamento profundo, que poderia até mesmo ser descartada, dependendo do grau de hipermobilidade). Igualmente, os exercícios de fortalecimento isométrico carregando o peso da área muscular envolvida e não nas articulações, juntamente com exercícios em desequilíbrio (instabilidade) também seria uma boa metodologia. Por último, existem alguns médicos não recomendam estiramentos musculares sustentadas para a síndrome de hipermobilidade ou hipermobilidade, justificándose em que os músculos e ligamentos já são muito desleixados, no entanto, realizados em sua justa medida e combinando-os com alongamentos dinâmicos e métodos combinados. Mas não pode ser curada, mas pode ir diminuindo a intensidade e frequência de aparecimento dos sintomas ao aplicar as medidas que temos assinalado.