A verdade científica do hidrolisado de carne de bovino na suplementação esportiva (II)


Importante ler e compreender "grosso modo" a 1ª PARTE: Hidrolisado de carne de bovino (I) 2ª PARTE Atualmente, a indústria dos suplementos alimentares é uma rede tanto proteína de carne de vaca como outros tipos de proteína (whey, caseína, soja, etc...), ou seja, a fracionado em pequenas cadeias de aminoácidos, denominadas peptídeos. Este processo imita nossas próprias ações digestivas, fazendo com que seja uma excelente maneira de processar as proteínas. Vários estudos mostraram que os hidrolisados de proteínas que contêm, principalmente, di e tripeptídeos são absorvidos mais rapidamente que os aminoácidos livres e que as proteínas intactas. Este tipo de produtos são projetados para serem absorvidos no intestino sem uma digestão prévia no estômago, por esta condição são utilizados em atletas e em pessoas com problemas de má absorção. O fato de que os links proteicos tenham sido quebrados em peptídeos menores não significa que a proteína perca seu conteúdo em aminoácidos (isso se mantém igual), mas sim é desnaturada perdendo sua atividade biológica (não obriga o organismo a realizar qualquer outra ação que não seja enviar os aminoácidos para os órgãos-alvo). É a propriedade fundamental de um hidrolisado e vai determinar, em grande medida, as restantes características do mesmo e, portanto, seu possível uso. É definida como a percentagem de ligações peptídicas quebradas em relação à proteína original. Geralmente, o grau de hidrólise na área da suplementação esportiva supera 10%, considerando-se como tal, uma alta porcentagem de hidrólise. Uma vez alcançado o grau de hidrólise desejado (maior grau, mais rápido é digerido, ainda mais amargo sabe e mais espuma se realiza), para o processo. Com base em tudo o explicado até agora, parece claro que o tempo de digestão de um hidrolisado (seja qual for a fonte de proteína) é muito menor que o tempo de digestão utilizado para digerir a fonte original: Compreendido nos números anteriores, é hora de analisar realmente alguns hidrolisados de carne bovina (sem entrar em marcas concretas, de momento). Algumas frases traduzidas a etiqueta original e presentes em marcas famosas são: Obviamente, qualquer produto em pó é mais concentrado que o seu alimento natural homólogo pelo simples fato de que está desidratado. Assim, o soro de leite e caseína em pó ou albumina em pó são muito mais concentrada em aminoácidos, que o leite e a clara de ovo, respectivamente. Bem, o termo "proteína isolada de carne de vaca" abrange um amplo espectro do animal (do lombo, saia, costelas até ossos, colágeno, etc...). Cada uma dessas partes é diferente composição nutricional, e ainda mais importante, diferente do valor biológico de proteína. Então, você não acha conveniente indicar se a "proteína de carne de vaca" é proveniente de uma parte magra da carne ou do colagénio de seus ossos?. O que mais vos pode fazer duvidar da qualidade de uma proteína desse tipo é que o nome em seus ingredientes o "Hidrolisado de colágeno". Inclusive, a maioria das proteínas não o nomeiam, presente dentro do termo "Hidrolisado de proteína de carne de vaca". O colágeno é uma proteína presente em tendões, ligamentos, cartilagens e ossos, mas não no músculo. Portanto, este tipo de proteína não poderá jamais reparar o músculo humano (embora os tecidos nomeados anteriormente). Com o aminograma. Deveis aviso sempre que querais suplementaros com algum tipo de proteína. Os "hidrolisados de proteína de carne de vaca" contêm altas concentrações de glicina, prolina e a arginina (aminoácidos NÃO essenciais, que nosso corpo é capaz de sintetizar e com os que não tem muito sentido usar o suplemento.) A presença mais destacada destes aminoácidos sugere que esses suplementos contêm colágeno proveniente do osso e tecido conjuntivo. Se você olhar bem, pode ser que até mesmo o conteúdo destes dois aminoácidos ultrapasse a glutamina é o aminoácido majoritário no tecido muscular. Lançai um olhar para o AMINOGRAMA CARNE MAGRA da 1ª PARTE deste post, e podereis ver como a prolina, glicina e arginina não são muito predominantes na carne. Vede como o ácido glutâmico ou a leucina superam essas quantidades, precisamente porque assim deve ser a carne (músculo). Link para: 3ª PARTE