A administração de EPO aumenta o gasto de energia em repouso


O tratamento com eritropoietina recombinante humana (EPO), foi demonstrado que aumenta a sensibilidade à insulina em alguns sujeitos com doença renal. Além disso, os estudos com animais indicam que a EPO aumenta a oxidação das gorduras. De cara ao esporte de resistência de alto desempenho, estes fatos representam um interessante suporte para o possível uso do doping sanguíneo, algo que, obviamente, denunciamos, mas que sim, é interessante saber. Em sujeitos saudáveis também foram avaliados os efeitos da administração aguda (400 UI/kg de peso) de EPO sobre o metabolismo dos substratos e a sensibilidade a insulina. É bastante significativo que os resultados mostraram que o gasto metabólico basal (REE) aumentou significativamente após a EPO (1863±67,2 kcal/dia vs 2041,6±81,2 kcal/dia, para o grupo placebo e o EPO, respectivamente). Igualmente, a oxidação de gorduras no estado basal tendeu a ser mais alta depois de EPO, enquanto que a sensibilidade à insulina não se modificou significativamente. Portanto, ocorrendo isso em sujeitos saudáveis, pode-se arriscar que, como já baseamos a teoricamente neste artigo, em atletas e atletas de resistência, cujo metabolismo lipídico é mais eficiente, e está mais treinado, a vantagem do uso de EPO é muito relevante, especialmente em torneios, provas ou campeonatos de vários dias de duração.